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Cascalho Rico é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Segundo o IBGE, sua população estimada em 2017 é de 3.071 pessoas.

 

 

HISTÓRIA DE CASCALHO RICO

 

  Supõe-se tenham sido os índios tapuias os primitivos habitantes, encontrando-se vestígios nas proximidades da cidade. Em 1743, o coronel Antônio Pires de Campos teria fundado três extensas aldeias para a concentração de índios pacíficos. Denominavam-se: “Santana, Pissarrão e Rio das Pedras”. A última, construída no alto de uma colina, tinha por função primordial defender a região contra invasores, além de servir como aldeamento de índios manso, trazidos de Mato Grosso e Goiás, Posto-Fiscal e aquartelamento de tropas. O aldeamento a margem do córrego das Pedras, era dos Bororos.

A estrada de Anhanguera, ainda hoje existente em alguns trechos, era passagem para os que demandavam de Goiás, vindos de São Paulo, e o controle da travessia no arraial era exercido pelo Capitão dos Índios. Exercia, também, autoridade na Aldeia, o Curador dos índios, nomeado pelo Governo Imperial, para proteger os interesses dos indígenas.

Saint Hilaire esteve por aqui em 1819 e descreve a aldeia com 102 habitantes, dos quais poucos índios Purus, sendo a maioria composta de Curibocas Mestiços de índios e negros. A aldeia era construída de casas dispersas, espaçosas e altas, cobertas de sapé. Ressalta o escritor e pesquisador francês uma curiosidade nessa aldeia: Seus habitantes se vestiam bem, dedicando-se ao comércio dos produtos de suas lavouras, às margens da estrada, e “não conservavam nenhum dos costumes de seus antepassados, e viviam absolutamente como os brasileiros. Essa última, exatamente a mais importante, pelo número de habitantes, veio a ser, mais tarde o núcleo sede do município de Cascalho Rico”. Foi construído o aldeamento no topo de uma colina, visando a maior vigilância contra supressa desagradáveis, por parte de invasores, no centro da praça principal, formada por cabanas, localizava-se a Igreja, na qual, entronizava-se a imagem de São João Batista, trazida pelos índios de alguma parte de Mato Grosso. O Arraial funcionava, também como posto de fiscalização, contornado por valos que faziam passagem obrigatória para os que demandavam de Goiás, vindo de São Paulo, ou vice-versa, possuía a porteira nas duas saídas.

Em 1856, o Curador Manoel José de Carvalho exarou, no livro de registros eclesiásticos do Vigário de Bagagem, uma declaração segundo a qual os indígenas possuíram, na Aldeia de Rio das Pedras, uma faixa de terras de cinco léguas de comprimento por três de largura.

O Capitão-dos-Índios, autoridade máxima no local, permitia ou negava a travessia do arraial dos viajantes, além desse capitão-dos-Índios, os interesses dos indígenas e sua proteção eram cuidados por um curador dos índios, nomeado pelo Governador Imperial. O último Capitão-dos-Índios, de que a tradição guardou nome, chamava-se “Vital”, quanto ao curador de índios, sabe-se que, em 1856, exercia esse cargo Manoel José de Carvalho e que, no dia 04 de Janeiro de 1856, achando-se ele na Fazenda do Bom Jardim, nesse município, exarou-se no livro de registro eclesiásticos do Vigário de Bagagem, também presente, uma declaração, segundo a qual, os indígenas possuíam, em Rio das Pedras, uma faixa de terra de cinco léguas de comprimento por três de largura, dando as respectivas divisões. Essa declaração foi dada em cumprimento de um decreto imperial datado de 1856, visando a proteção dos índios. Ha, contudo, uma versão popular para a origem da cidade, baseada em que existe na igreja Matriz uma imagem de São João Batista, que a tradição diz ter sido trazida para ali por índios de Mato Grosso, que havia subtraído lá de outra tribo e subido o Rio Paranaíba.

Contam ainda que a tribo Mato-Grossense se organizou e veio ao aldeamento, retornando a imagem, inconformados, os habitantes do Rio das Pedras vão em expedição de Guerra ao Mato Grosso depois de grande luta resgatam definitivamente a imagem do Santo, que é o Padroeiro do lugar.

Como os homens brancos iam penetrando e ocupando as terras indignas, foi nesse processo, que em 06 de Outubro de 1890, o Decreto nº 199 eleva a Distrito de Paz a XX Aldeia do Rio das Pedras, integrada ao Município de Estrela do Sul.

A 07 de Setembro de 1923, a lei nº 843 muda para Cascalho Rico o nome do Distrito da Paz. Finalmente, a 27 de Dezembro de 1948, pela lei nº 336 foi instituído e emancipado como Município.


ASPECTOS DA VIDA MUNICIPAL

A sede do município está localizada numa elevação, a qual serviu autora, de caminho ao tradicional ANHANGUERA, e é banhada pelo “Ribeirão das Pedras, a cuja margem direita se localiza.

Existe na sede, antiga imagem de São João Batista, trazida pelos índios de Mato Grosso, por volta de 1743; a festa deste Santo, que é o Padroeiro da Cidade, celebra - se a 24 de Junho, com uma procissão que se tornou tradição.

A rede hidrográfica é representada pelos rios Paranaíba e Bagagem, sendo aproveitado o potencial hidrelétrico no grande Reservatório de Emborcação.

O Município tem inscrito 3.164 eleitores. Foram sufragados 9 vereadores que tem assento na Câmara Municipal.


FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

O Topônimo foi trocado em 1923, pela lei nº 843 de 07 de Setembro, referente a divisão territorial.

A elevação do município, com território desmembrado de Estrela do Sul, deu-se a 27 de Dezembro de 1.948. Conservada a denominação de Cascalho Rico.

A instalação do Município deu-se a 1º de Janeiro de 1949.


LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

Situa-se o município no Triângulo Mineiro do Estado de Minas Gerais. O aspecto do seu território é montanhoso. A sede municipal tem como coordenadas geográficas 18ª 31 48 de Latitude sul e 47ª 53 12 de longitude WGR, Altitude 810 metros acima do Nível do Mar, dista da capital do estado, em linha reta, 433Km, no rumo O.N.O. Altitude 810 metros acima do Nível do Mar. Umidade do Ar 64%.

 

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